Chat Show no Terra

fotos: Simone Catto Joia

Improvisado

Fotos: Edu Marin

QVUC dose dupla

Dia 15 de abril, terceira quinta-feira do mês é a noite do Quanto Vale uma Canção no Teatro da Vila. A balada segue com ilustres participações! Vale lembrar que cada edição é única. Essa vai ser a de número 9: é só conferir a programação!

Dose dupla porque no dia seguinte (16 de abril), eu, a Dani Luppi, o Dani Turcheto e o Edu Marin vamos apresentar o projeto na Fnac Campinas com a ilustríssima participação de Marcelo Effori. O show começa às 19h. Detalhes no link da Fnac… Massive exposition!


No backstage da canção

Foram 7 edições deliciosas até a oitava e/ou primeira edição 2010 do projeto Quanto Vale uma Canção que vai acontecer no dia 18 de março.

A idéia é criar um ambiente propício para os compositores cantarem e contarem um pouco sobre o processo de criação das suas músicas. O formato da apresentação é acústico: voz e violão, ou à capela ou… “vai no simples”.

Quando fui chamada pelo Dani Turcheto pra fazer parte do grupo de organizadores do projeto, não tive a menor dúvida que estaríamos inaugurando uma oportunidade excepcional no circuito da canção, tanto para nós autores, quanto (e principalmente) para o público. Histórias engraçadas, canções inéditas, parcerias inusitadas, músicas originalmente com arranjos complexos apresentadas de uma maneira direta e despretenciosa, tudo isso acontece ali, sempre na terceira quinta-feira do mês, no Teatro da Vila.

A idéia é criar uma rotatividade entre os artistas que se apresentam abrangendo uma grande diversidade de estilos e abrindo espaço também para novos talentos.

Vale dizer que QVUC é um braço de um projeto muito maior chamado QUANTO VALE? criado pelo Coletivo Navegantes, com a intenção de questionar o valor do produto artístico. Nos shows produzidos pelo QUANTO VALE ?, a entrada é livre e o espectador paga na saída o quanto acha que valeu o show.

Nesta edição, a Iara Rennó será a convidada especial da noite…

Tá valendo!

O nome do álbum: Paraíso Eu

“Nunca a palavra “eu” pode chegar de fora ao meu ouvido quando esta designação se refere a mim. Só de dentro pra fora, por si própria, a alma pode denominar-se “eu” – Rudolf Steiner

E foi partindo deste pressuposto que eu decidi que o meu segundo álbum seria chamado “Paraíso Eu”.

Cantar esta maravilhosa canção do Arnaldo Antunes  é como um exercício de centramento e consciência.  Uma conversa comigo mesma: “eu, o meu umbigo e o meu olho vesgo”.

E assim fui costurando cada uma das faixas deste cd, fazendo um passeio pelas minhas diferentes paisagens emocionais, pelos meus tempestuosos estados de humor, pelos assuntos variados do meu cotidiano divinamente ordinário transformados em música.

Em cada canção eu me reconheço. Cantar dá nisso: EU SOU!

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“O que se acha em si mesmo experienta um momento do paraíso, da verdade.” – Thomas Adam

A história das canções – faixa 1

A primeira vez que escutei “Paraíso Eu” do Arnaldo Antunes ela ainda não tinha sido gravada por ninguém e não havia maneira de escutá-la de novo depois daquele show da Suzana Salles no idos de noventa e alguma coisa.

Já sentiu dor de saudade de uma música? Eu sofro bastante quando isso acontece (e já me aconteceu várias vezes desde a minha infância).

Naquele momento, eu tinha acesso ao Chico Saraiva, meu amigo e músico que acompanhou a Suzana neste show. Ele me passou os acordes mas não sabia cantar a música de novo pra mim. Ok. Respirei fundo e fiquei com aquele esboço de paraíso guardado na minha memória por anos a fio.

Muito mais tarde (+-2000), eu andava sempre com a demo do meu primeiro cd no bolso. Fiz uma capa provisória pra ele (sou profissional nisso, hahaha) com as cinco canções que já estavam prontas, e carregava essa espécie de “cartão de visitas” pra tudo que é lado.

Num belo dia, estava eu no show da Elza Soares e fui no camarim tietar depois da apresentação. E me deparei assim bem de perto com o Arnaldo Antunes. Ok. Respirei fundo e não perdi a chance: “- Oi Arnaldo coisa e tal, tenho aqui 5 canções prontas do meu cd que está sendo gravado e adoraria incluir uma música sua que eu ouvi há muito tempo e que se chama Paraíso Eu, etc…”

Affff, falei!!! Mas ainda não foi dessa vez. O Arnaldo muito generosamente me mostrou outras canções e “Paraíso Eu” ficou a ver navios porque já estava no álbum da Suzana que seria lançado no mesmo ano. Mas a sorte foi minha! Na fita cassete que o Arnaldo me entregou com as opções de músicas pra eu escolher, tinha uma linda versão voz e violão com ele cantando “Paraíso Eu”. E essa versão serviu de referência para o arranjo que está neste meu novo álbum depois de vários anos de espera. E no meu primeiro cd tive o privilégio de lançar a até então inédita “Na Linha do Horizonte”, uma maravilhosa parceria dele com o Sérgio Britto.

Ok. Respira fundo que tudo tem seu tempo.

Aqui definitivamente: “Paraíso Eu” slide show